Ciro Fernandes
Ciro Fernandes nasceu na Paraíba em 1942 foi pintor de bois nas paredes dos açougues na Zona Leste, pedaço nordestino da Grande São Paulo. O menino nordestino de família pobre começou sua carreira pintando preços em cartazes de lojas no Rio.
No Rio, começou seu caminho de volta ao sertão na feira de São Cristóvão, fazendo xilogravuras gratuitas para os poetas de cordel que, até então, substituíam a autenticidade da arte nativa por fotografias, por uma questão de custos.
Mestre Zé Altino, de João Pessoa, reensinou-lhe os segredos da xilogravura, que, no Nordeste, é feita em casca de cajá e imburana. Ciro, então, largou tudo e voltou à arte mater, à condição de homo faber, mistura de artesão e artista.
Escreveu poemas, que ilustrou, resultando o livro “A rua”, um álbum abordando o tema urbano-carioca da Lapa e da feira de São Cristóvão, onde aos sábados e domingos os nortistas e nordestinos se reúnem.
Fonte: http://www.releituras.com/i_ciro_drummond.asp
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